terça-feira, outubro 05, 2010

GRUPO CULTURAL DO CENTRO VICENTINO DA SERRA - PORTALEGRE












Entre 1973 e 1979, este Grupo levou algumas peças, à cena, tais como CASA DE PAIS, DE HERODES PARA PILATOS, A VIDA É ASSIM, DIREITO À FELICIDADE, em vários locais do distrito e até em Lisboa, na Academia Recreativa da Ajuda. Os componentes deste Grupo foram Zacarias de Oliveira, Mário Frutuoso, Eduardo Gandum, António Mendes Azeitona, António José Carvalho, João Comédias, Adelina Militão Frutuoso, João Carlos Ceia, Alberto Lameira, Manuel Vintém Tavares, Maria Lurdes Carriça, Maria do Céu Ceia, Amélia Escarameia, Rosinda Figueiredo, Maria Helena Figueiredo, Adelina Ceia, Alice Pinheiro, Silvina Frutuoso, Rosa Frutuoso, Maria Jesus Chagas, Ermelinda Belo e José António.

Fonte: Livro "Teatro em Portalegre" de José Martins dos Santos Conde

Alegrete





Alegrete freguesia do concelho de Portalegre, com 87,38 km² de área e 2 055 habitantes (2001). Densidade: 23,5 hab/km².
Foi vila e sede de concelho até 1855. O concelho era inicialmente constituído apenas pela freguesia da sede. Em 1801 tinha 1 089 habitantes. Após as reformas administrativas do início do liberalismo foi-lhe anexada a freguesia de São Julião. Em 1849 tinha 2 442 habitantes.
Inserida em pleno Parque Natural da Serra de São Mamede, a uma altitude de 500 m, localiza-se a cerca de 2 km da margem direita da ribeira de Alegrete, caracterizada por uma enorme diversidade geológica, paisagística, faunística e florística

PASSEIOS PELA SERRA DE SÃO MAMEDE










RIO XÉVORA




O Xévora ou Gévora nasce na Serra de São Mamede, concelho de Portalegre, entrando em Espanha no Pego da Raia. Passa um pouco a norte de La Codosera e oeste de Alburquerque, regressando a Portugal um pouco a norte de Ouguela, onde recebe a ribeira de Abrilongo. Passa novamente a Espanha, desaguando no Guadiana, na cidade de Badajoz.

sábado, novembro 07, 2009

O FIM ATROZ DE UM SEDUTOR



Em pleno século XVII aparece o mito de Don Geovanni, o eterno conquistador, Alguns defendem que as suas conquistas eram motivadas por interesses financeiros, outros defendem que a companhia da figura feminina era justificação suficiente. Em 1985, Anca Visdei escreve O Fim Atroz de um Sedutor, em que mostra a decadência do Don Geovanni, ao ponto de este requintado galã ser vítima das redes do amor e de todos os caprichos próprios dessa situação. A autora começa assim a trilhar um percurso que irá conduzir dois anos mais tarde à peça Doña Juana, em que a mulher desempenha agora o papel de conquistadora. O fim atroz de um conquistador é pois um caminho e não uma chegada nesta intenção de inversão dos valores próprios do mito de Don Geovanni. A autora pretende, com este percurso, dar destaque às mulheres como espécie dominante e utiliza como expediente uma das figuras que mais dominou o sexo feminino. Transforma assim o antigamente chamado sexo fraco em sexo forte. O Fim Atroz de um Sedutor é uma comédia (misógena, segundo o subtítulo dado pela própria autora) em que no fim todos os homens intervenientes acabam por prestar algum tipo de vassalagem à personagem Elvira. Não foi de todo inocente a utilização do mito de Don Geovanni para escrever esta peça, (que a própria tradutora – Eugénia Vasques – classifica de peça exercício), visto que Anca Visdei foi ela própria uma mulher exilada e excluída e aproveita-se destes artifícios dramatúrgicos para dar força e voz às mulheres descriminadas ao longo dos tempos.

Autor: Anca Visdei
Encenação: Adriano Bailadeira e Verónica Barata
Interpretação: Ana Rodrigues; José Mascarenhas; Susana Teixeira; Victor Pires
Luz: Armando Mafra
Som: Hélio Pereira

M/ 12 anos

Estreia – dia 5 de Novembro – Igreja do Convento de Santa Clara em Portalegre – 21h30

Em cena de 5 a 13 e de 25 a 28 de Novembro.

domingo, novembro 01, 2009

23ª Baja - Portalegre 500

BAJA BP ULTIMATE PORTALEGRE 500 EM FESTA Filipe Campos campeão nacional e ibérico - Boris Gadasin vence Taça Internacional FIA de Bajas - Jaume Collelldevall impõe-se no campeonato espanhol Foram vários os vencedores nesta 23ª edição da Baja BP Ultimate Portalegre 500. Do público, que compareceu aos milhares, às equipas participantes e, claro, aos pilotos consagrados. No final de dois dias de intensa competição na planície alentejana, Filipe Campos é o piloto com mais razões para sorrir, já que depois de ontem ter ajudado a confirmar a X-Raid GmBh como vencedora do campeonato por equipas, hoje, finalmente, juntou-lhe o terceiro título nacional e, prenda adicional, a vitória na Troféu Ibérico. “Antes de mais, esta vitória é dedicada a José Megre, que faz muito falta à Baja Portalegre. Estou, obviamente, muito contente por estas vitórias, numa prova bastante atípica, debaixo de muito sol e calor. Consegui sempre um bom ritmo e uma boa afinação para o meu BMW e apenas hoje passei por um momento mais complicado, quando tive que ultrapassar alguns quads, tendo mesmo chegado a tocar um deles que se assustou quando me viu – aproveito para lhe pedir desculpa. Posto isto, é tempo de celebrar!”, declarou Campos, à sua chegada a Portalegre. Conformado, Miguel Barbosa (BMW) acabou por conseguir o seu sexto pódio em Portalegre (3 vitórias, 2 segundos lugares e um 3º lugar), mas falhou o quarto título, embora tal objectivo se revelasse bastante difícil: “Tendo em conta as dificuldades pelas quais passei, com a deficiente afinação do BMW, este segundo lugar acaba por ser positivo. Parabéns ao Filipe pelo campeonato”. Curiosamente, a luta pelo lugar mais baixo do pódio acabou por ser um dos grandes motivos de interesse do derradeiro dia de prova desta Baja BP Ultimate Portalegre 500. Ricardo Leal dos Santos e Hélder Oliveira, que partiram esta manhã na 3ª e 4ª posição, respectivamente, chegaram a trocar de posições entre os dois CP do Sector Selectivo 4, mas o piloto de Coimbra viria a terminar no degrau mais baixo do pódio, ainda que por apenas… dois segundos! “Aqui há uns anos já tinha perdido um 3º lugar por um segundo! Na parte final ainda apanhei 3 quads atrasados e tive que levantar pé, mas o ritmo foi sempre forte e o novo motor colocado para esta prova funcionou na perfeição”. Já Oliveira não deixou de reconhecer que “a competição é assim mesmo. Fiz uma parte final de especial bastante rápida, mas o BMW do Ricardo tinha vantagem em zonas mais rápidas. Foi inglório perder o 3º lugar já perto do fim, mas não deixa de ter sido uma prova positiva”. Com Laszlo Palik (Nissan) a encerrar o Top 5, Bernardo Moniz da Maia, colega de equipa de Filipe Campos, terminou logo a seguir e conseguiu recuperar as duas posições perdidas na parte da manhã. Quanto ao T2, Nuno Matos conseguiu a tão almejada vitória frente ao seu público, obtendo a quinta vitória em oito provas depois de já ter confirmado o título na categoria: “Concretizei o sonho de ganhar frente às gentes da minha terra… mas não foi fácil. A 150 quilómetros do final o motor perdeu força em altas rotações e arrisquei muito, fazendo das curvas rectas! Felizmente, tudo correu bem e pude chegar ao final para festejar mais uma etapa numa ainda curta carreira”, recordou o piloto de Portalegre. Com Jaume Collelldevall (Mitsubishi) a confirmar a vitória no campeonato espanhol, também o russo Boris Gadasin (Proto) saíu de Portugal com motivos de satisfação, já que se sagrou vencedor da Taça Internacional FIA de Bajas. Fonte: www.bajaportalegre.com

sexta-feira, setembro 25, 2009

ABRAÇOS AOS POVOS





A escultura "Abraço dos Povos" é da autoria de Juan Barambones, vencedor do concurso convocado por ocasião da comemoração do décimo aniversário da TRIURBIR. É feita em aço, tem cinco metros de altura e marca a associação destas quatro cidades em prol do desenvolvimento e da cooperação territorial e, por essa razão, Cáceres, Castelo Branco, Plasencia e Portalegre vão contar com um exemplar da peça.

O anfitrião da inauguração, Mata Cáceres destacou a importância da escultura "Abraço dos Povos", fazendo referência ao "velho sonho" que Portalegre e Castelo Branco têm vindo a "defender e a alimentar". "Sabemos que temos enormes vantagens no incremento de relacionamento com o sul da Beira" e, por outro lado, "o incremento de relacionamento com estas cidades espanholas que estão relativamente próximas", referiu o presidente da Câ-mara de Portalegre.

Destacando a importância de Portalegre incrementar o seu relacionamento também com Espanha, dado que "estamos a falar de 400 mil pessoas que estão mesmo aqui ao lado", o edil disse mesmo que "este é, se calhar, o povo mais importante para nós em Portalegre".

Destacando o "entendimento de união" e as "iniciativas conjuntas" que tem levado a cabo com o edil Mata Cáceres, o presidente da Câmara de Castelo Branco declarou que "também nós entendemos que a nossa proximidade é com Portalegre, é para isso que estamos a fazer cada vez mais esforços para nos ligarmos".

Joaquim Morão falou ainda sobre a importância da TRIURBIR, realçando a parceria com as cidades espanholas que, no seu entender, "é uma mais-valia que temos" e declarando que "juntos consegui-mos fazer mais força".

Por fim, o autarca de Castelo Branco enalteceu a importância da construção da auto-estrada de Portalegre até à A23, expressando que "reforçará muito as nossas ligações com Portalegre, que já são algumas como é o caso da Diocese Portalegre Castelo Branco". "A nossa perspectiva não é para o Norte, mas sim para baixo, e para baixo é Portalegre", frisou.

Elia Barbero, Alcaldesa de Plasencia, exaltou a relação com os portugueses, recordando que a TRIURBIR já leva 11 anos a trabalhar. Na sua opinião, a adesão de Portalegre "vem enriquecer a nossa ligação transfronteiriça que se tem mentido durante toda a história e que agora está reforçada".

Satisfeita com a inauguração da escultura "Abraço dos Povos" Elia Barbero confessou que "estamos gratos com evolução destes programas e que o nosso esforço seja visível".

Sentimento semelhante foi manifestado por Carmen Heras Pablo, Alcadesa de Cáceres, que manifestou que "estamos encantados que Portalegre esteja a presidir a TRIURBIR".

Sem esquecer que, ao longo dos anos, "temos conseguido avançar com uma série de projectos conjuntos", a Alcadesa de Cáceres assumiu que "tenho visto que esta associação tem vindo a ganhar novas forças e estamos em comunicação com outras associações do mesmo estilo e estamos a construir uma importante rede de relacionamento entre a Estremadura e Portugal". Nesse sentido, "faço votos de que esta relação seja cada vez mais importante e dê lugar a projectos cada vez melhores para estas cidades", declarou Carmen Heras Pablo, acrescentando que "não tenho dúvidas que tudo isto que estamos agora a cimentar vai dar lugar a uma relação esplêndida e a um grande progresso para todos nós".


Textos: Catarina Lopes - Jornal Fonte Nova