segunda-feira, novembro 14, 2011
quarta-feira, outubro 06, 2010
LANIFÍCIOS
O Século XVI marca o início de um grande desenvolvimento urbano, com a edificação de novas igrejas e solares, tendência que prosseguirá nos dois séculos seguintes.
A partir da centúria de seiscentos, um factor importante nesse desenvolvimento foi a indústria de Lanifícios, que culminou no tempo de Marquês de Pombal com a fundação da Real Fábrica de Lanifícios de Portalegre.
O Século XIX confirma essa situação, com a introdução de novas indústrias, em especial a cortiça.
Foi Portalegre a segunda cidade alentejana que teve imprensa periódica; em 1846 saiu o primeiro número do Boletim de Portalegre, órgão da Patuleia, impresso de um só lado e afixado à esquina das ruas; antes disso existiu um semanário manuscrito O Portalegrense publicado em 1836.
Portalegre foi sempre muito industrial, pois já no séc. XVI a manufactura de lanifícios tinha intenso labor; criaram-se depois as fábricas de moagem, sabão, tecidos, fabrico de rolhas e demais derivados da cortiça. Na fábrica de tapetes, de género oriental (esmirna) executam-se trabalhos manuais em lã.
A carne de porco tem nesta cidade um dos principais mercados de produção do país. A cidade é cercada de soutos, pomares, vinhas, oliveiras e castanheiros; de entre as espécies cerealíferas contam-se o trigo, o milho, o centeio e a cevada.
Nas letras distinguiram-se: Cristovão Falcão, José Duro e Luísa Grande (Luzia), nascidos nesta cidade, Frei Amador Arrais e José Régio, poeta que aqui viveu deixando uma obra vasta e cujo museu com o seu nome merece ser visitado.
Na política marcaram lugar de relevo Dr. Manuel Fratel, José Maria Grande, Diogo da Fonseca Achaioli, entre outros.
Na música tiveram nome: António Ferro, Manuel Tavares, João Vaz Barradas, entre outros.
Na pintura: Benvindo Ceia, João Tavares e Manuel D’ Assumpção.
Escola de Artes do Norte Alentejano
A Escola de Artes do Norte Alentejano (Conservatório Regional de Portalegre) criada em 1986 é uma Escola de natureza privada que enquadra nos objectivos do sistema educativo e goza das prerrogativas das pessoas colectivas de utilidade pública reconhecida por despacho do Senhor Secretário de Estado da Reforma Educativa, de 28 de Junho de 1991, vindo a desenvolver a sua actividade na área do Ensino Especializado da Música desde a sua criação.
Para suporte financeiro das suas actividades, a Escola mantém um contrato de patrocínio anual com o Ministério da Educação, tendo em conta os cursos leccionados e o numero de alunos que os frequentam.
Existem ainda protocolos de cooperação com os Municípios de Portalegre e de Ponte de Sôr, com a Federação de Bandas Filarmónicas do Norte Alentejano e com o Instituto Politécnico de Portalegre.
Sendo a sede da Escola em Portalegre, vem funcionando há três anos lectivos uma Secção em Ponte de Sôr que no presente ano lectivo se encontram matriculados em cursos oficiais cerca de 50 alunos.
A partir do ano lectivo 2002/2003 a Escola passou a ter turmas em regime de ensino articulado com alunos das escolas EB 2,3 José Régio e Cristóvão Falcão, de Portalegre, EB 2,3 do Crato, Alter do Chão, Campo Maior, Sousel, Ponte de Sôr e Escola Secundária Mouzinho da Silveira, havendo presentemente um total de 85 alunos matriculados nesta modalidade.
Também em 1998 foi celebrado um protocolo com a Secretaria de Estado da Inovação Educacional de forma a poder ser leccionada a disciplina de Iniciação Musical em 16 escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico do Concelho de Portalegre, abrangendo cerca de 500 alunos, projecto que ainda se mantém em vigor.
De 1986 a 1994 a Escola funcionou provisoriamente em instalações cedidas pela Autarquia (Palácio Amarelo). A partir de 1994 a sua actividade passou a desenvolver-se em instalações da antiga Igreja da Misericórdia, propriedade da Câmara Municipal de Portalegre, que realizou obras de beneficiação para o fim especifico do ensino da música. Acrescenta-se que, apesar dos estatutos preverem o ensino da Dança, a mesma não foi ainda implementada por razões de espaço.
Site da Escola de Artes do Norte Alentejano:
www.eanap.com.pt
LIXO
terça-feira, outubro 05, 2010
GRUPO CULTURAL DO CENTRO VICENTINO DA SERRA - PORTALEGRE
Entre 1973 e 1979, este Grupo levou algumas peças, à cena, tais como CASA DE PAIS, DE HERODES PARA PILATOS, A VIDA É ASSIM, DIREITO À FELICIDADE, em vários locais do distrito e até em Lisboa, na Academia Recreativa da Ajuda. Os componentes deste Grupo foram Zacarias de Oliveira, Mário Frutuoso, Eduardo Gandum, António Mendes Azeitona, António José Carvalho, João Comédias, Adelina Militão Frutuoso, João Carlos Ceia, Alberto Lameira, Manuel Vintém Tavares, Maria Lurdes Carriça, Maria do Céu Ceia, Amélia Escarameia, Rosinda Figueiredo, Maria Helena Figueiredo, Adelina Ceia, Alice Pinheiro, Silvina Frutuoso, Rosa Frutuoso, Maria Jesus Chagas, Ermelinda Belo e José António.
Fonte: Livro "Teatro em Portalegre" de José Martins dos Santos Conde
Alegrete
Alegrete freguesia do concelho de Portalegre, com 87,38 km² de área e 2 055 habitantes (2001). Densidade: 23,5 hab/km².
Foi vila e sede de concelho até 1855. O concelho era inicialmente constituído apenas pela freguesia da sede. Em 1801 tinha 1 089 habitantes. Após as reformas administrativas do início do liberalismo foi-lhe anexada a freguesia de São Julião. Em 1849 tinha 2 442 habitantes.
Inserida em pleno Parque Natural da Serra de São Mamede, a uma altitude de 500 m, localiza-se a cerca de 2 km da margem direita da ribeira de Alegrete, caracterizada por uma enorme diversidade geológica, paisagística, faunística e florística
RIO XÉVORA
O Xévora ou Gévora nasce na Serra de São Mamede, concelho de Portalegre, entrando em Espanha no Pego da Raia. Passa um pouco a norte de La Codosera e oeste de Alburquerque, regressando a Portugal um pouco a norte de Ouguela, onde recebe a ribeira de Abrilongo. Passa novamente a Espanha, desaguando no Guadiana, na cidade de Badajoz.
sábado, novembro 07, 2009
O FIM ATROZ DE UM SEDUTOR
Em pleno século XVII aparece o mito de Don Geovanni, o eterno conquistador, Alguns defendem que as suas conquistas eram motivadas por interesses financeiros, outros defendem que a companhia da figura feminina era justificação suficiente. Em 1985, Anca Visdei escreve O Fim Atroz de um Sedutor, em que mostra a decadência do Don Geovanni, ao ponto de este requintado galã ser vítima das redes do amor e de todos os caprichos próprios dessa situação. A autora começa assim a trilhar um percurso que irá conduzir dois anos mais tarde à peça Doña Juana, em que a mulher desempenha agora o papel de conquistadora. O fim atroz de um conquistador é pois um caminho e não uma chegada nesta intenção de inversão dos valores próprios do mito de Don Geovanni. A autora pretende, com este percurso, dar destaque às mulheres como espécie dominante e utiliza como expediente uma das figuras que mais dominou o sexo feminino. Transforma assim o antigamente chamado sexo fraco em sexo forte. O Fim Atroz de um Sedutor é uma comédia (misógena, segundo o subtítulo dado pela própria autora) em que no fim todos os homens intervenientes acabam por prestar algum tipo de vassalagem à personagem Elvira. Não foi de todo inocente a utilização do mito de Don Geovanni para escrever esta peça, (que a própria tradutora – Eugénia Vasques – classifica de peça exercício), visto que Anca Visdei foi ela própria uma mulher exilada e excluída e aproveita-se destes artifícios dramatúrgicos para dar força e voz às mulheres descriminadas ao longo dos tempos.
Autor: Anca Visdei
Encenação: Adriano Bailadeira e Verónica Barata
Interpretação: Ana Rodrigues; José Mascarenhas; Susana Teixeira; Victor Pires
Luz: Armando Mafra
Som: Hélio Pereira
M/ 12 anos
Estreia – dia 5 de Novembro – Igreja do Convento de Santa Clara em Portalegre – 21h30
Em cena de 5 a 13 e de 25 a 28 de Novembro.
domingo, novembro 01, 2009
23ª Baja - Portalegre 500
sexta-feira, setembro 25, 2009
ABRAÇOS AOS POVOS
A escultura "Abraço dos Povos" é da autoria de Juan Barambones, vencedor do concurso convocado por ocasião da comemoração do décimo aniversário da TRIURBIR. É feita em aço, tem cinco metros de altura e marca a associação destas quatro cidades em prol do desenvolvimento e da cooperação territorial e, por essa razão, Cáceres, Castelo Branco, Plasencia e Portalegre vão contar com um exemplar da peça.
O anfitrião da inauguração, Mata Cáceres destacou a importância da escultura "Abraço dos Povos", fazendo referência ao "velho sonho" que Portalegre e Castelo Branco têm vindo a "defender e a alimentar". "Sabemos que temos enormes vantagens no incremento de relacionamento com o sul da Beira" e, por outro lado, "o incremento de relacionamento com estas cidades espanholas que estão relativamente próximas", referiu o presidente da Câ-mara de Portalegre.
Destacando a importância de Portalegre incrementar o seu relacionamento também com Espanha, dado que "estamos a falar de 400 mil pessoas que estão mesmo aqui ao lado", o edil disse mesmo que "este é, se calhar, o povo mais importante para nós em Portalegre".
Destacando o "entendimento de união" e as "iniciativas conjuntas" que tem levado a cabo com o edil Mata Cáceres, o presidente da Câmara de Castelo Branco declarou que "também nós entendemos que a nossa proximidade é com Portalegre, é para isso que estamos a fazer cada vez mais esforços para nos ligarmos".
Joaquim Morão falou ainda sobre a importância da TRIURBIR, realçando a parceria com as cidades espanholas que, no seu entender, "é uma mais-valia que temos" e declarando que "juntos consegui-mos fazer mais força".
Por fim, o autarca de Castelo Branco enalteceu a importância da construção da auto-estrada de Portalegre até à A23, expressando que "reforçará muito as nossas ligações com Portalegre, que já são algumas como é o caso da Diocese Portalegre Castelo Branco". "A nossa perspectiva não é para o Norte, mas sim para baixo, e para baixo é Portalegre", frisou.
Elia Barbero, Alcaldesa de Plasencia, exaltou a relação com os portugueses, recordando que a TRIURBIR já leva 11 anos a trabalhar. Na sua opinião, a adesão de Portalegre "vem enriquecer a nossa ligação transfronteiriça que se tem mentido durante toda a história e que agora está reforçada".
Satisfeita com a inauguração da escultura "Abraço dos Povos" Elia Barbero confessou que "estamos gratos com evolução destes programas e que o nosso esforço seja visível".
Sentimento semelhante foi manifestado por Carmen Heras Pablo, Alcadesa de Cáceres, que manifestou que "estamos encantados que Portalegre esteja a presidir a TRIURBIR".
Sem esquecer que, ao longo dos anos, "temos conseguido avançar com uma série de projectos conjuntos", a Alcadesa de Cáceres assumiu que "tenho visto que esta associação tem vindo a ganhar novas forças e estamos em comunicação com outras associações do mesmo estilo e estamos a construir uma importante rede de relacionamento entre a Estremadura e Portugal". Nesse sentido, "faço votos de que esta relação seja cada vez mais importante e dê lugar a projectos cada vez melhores para estas cidades", declarou Carmen Heras Pablo, acrescentando que "não tenho dúvidas que tudo isto que estamos agora a cimentar vai dar lugar a uma relação esplêndida e a um grande progresso para todos nós".
Textos: Catarina Lopes - Jornal Fonte Nova
quinta-feira, setembro 17, 2009
terça-feira, agosto 18, 2009
segunda-feira, agosto 17, 2009
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